Os dois apoiam a chapa majoritária de pré-candidatos, encabe-çada pelo PL e do partido NOVO. Com posição clara e forte presença nas redes sociais, são nomes que tem ampliado o alcance das pautas conservadoras, como também, chamado a atenção de analistas políticos mais experientes.
A posse ocorreu no início da sessão, no plenário do Palácio Rio Branco. Antes de assumir o mandato, Antonio Carlos do Carmo, que retoma o nome parlamentar Toninho da Farmácia, entregou o diploma e a declaração de bens, prestou o compromisso legal e assinou o termo de posse. Ele foi declarado apto ao exercício do mandato pela Mesa Diretora da CMC.
O retorno de Toninho à Câmara decorre de decisão da Justiça Eleitoral do Paraná, por meio do cartório da 174ª Zona Eleitoral. O TRE-PR comunicou à CMC o reprocessamento do resultado das eleições municipais de 2024, após a anulação dos votos do PRD por fraude à cota de gênero. Na sequência, o Ato da Mesa 6/2026 declarou a perda do mandato de Sidnei Toaldo (Avante), abrindo a vaga que agora foi preenchida por Toninho da Farmácia.
“Nós defendemos a nossa cidade”
Em sua primeira manifestação após a posse, Toninho da Farmácia agradeceu aos eleitores que, segundo ele, reconheceram seu trabalho nas urnas. “Muito obrigado àqueles que acreditaram em nosso trabalho e continuam acreditando”, disse o vereador. Ele também afirmou que sua atuação será voltada à defesa da cidade e dos moradores de Curitiba, independentemente da posição política de cada cidadão.
“Nós defendemos a nossa cidade, nós trabalhamos pelo nosso município”, declarou Toninho. O parlamentar também agradeceu à Prefeitura de Curitiba, aos secretários municipais e aos chefes de departamento que, segundo ele, continuaram atendendo suas demandas no período em que esteve fora do mandato. Para o vereador, essa interlocução ajudou a manter o trabalho político voltado às demandas da população.
A fala também teve um tom de solidariedade a Sidnei Toaldo, que deixou o Legislativo em razão da nova totalização eleitoral. Toninho afirmou sentir pela saída do colega, a quem chamou de amigo e companheiro. “Nós sabemos como é esse momento. É um momento triste, é um momento difícil”, declarou, em referência à primeira retotalização dos votos, no mês passado, que deu a vaga até então ocupada por ele a Mauro Bobato (PP).
Trajetória ligada à CIC
Natural de São Pedro do Ivaí, no Paraná, Toninho da Farmácia é graduado em Gestão Pública e construiu sua trajetória política a partir da atuação comunitária na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O nome parlamentar vem da experiência de cerca de 30 anos no ramo de farmácias. Na CMC, sua atuação tem sido marcada por demandas ligadas à Regional CIC, como obras de pavimentação e drenagem, assistência social e segurança pública.
Durante a posse, Toninho também agradeceu à família, citando a esposa, Marilda, a filha Shayene e o filho Marcos Paulo. O vereador afirmou que eles são seu “pilar de sustentação”. Depois da manifestação, a sessão foi suspensa por alguns minutos para que o parlamentar recebesse os cumprimentos dos colegas e registrasse foto com os familiares.
Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba
O texto aprovado substitui o projeto original, que tratava da criação do Programa Municipal das Escolas Cívico-Militares. Na redação aprovada em 1º turno, as ações são direcionadas a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e dependeriam de regulamentação, decisão administrativa da Prefeitura e disponibilidade orçamentária. O substitutivo também prevê consulta pública obrigatória à comunidade escolar antes da eventual adesão das unidades.
O projeto original (005.00149.2025) é assinado por Delegada Tathiana Guzella (PL), Guilherme Kilter (Novo), Bruno Secco (Novo), Eder Borges (Novo) e Sargento Tânia Guerreiro (Pode). O substitutivo geral aprovado em plenário (031.00083.2026) foi apresentado por Kilter e Tathiana.
Antes da análise do mérito, vereadores da Oposição defenderam que o texto retornasse às comissões, alegando necessidade de nova análise sobre o substitutivo. O plenário decidiu manter a votação na mesma sessão, por 18 votos a 11. Mais tarde, também foi rejeitado o pedido de adiamento por 35 sessões. A discussão ocorreu com a presença de cidadãos favoráveis e contrários à proposta nas galerias do Palácio Rio Branco e teve ânimos acirrados entre os vereadores, especialmente sobre a participação da Segurança Pública dentro das escolas municipais.
Da criação do programa às diretrizes aprovadas
Protocolado em 30 de janeiro de 2025, o projeto original tratava da criação do Programa Municipal das Escolas Cívico-Militares em Curitiba. O texto atribuía à Secretaria Municipal da Educação a coordenação estratégica das ações, em articulação com outras áreas do poder público, e previa atividades extracurriculares de natureza cívico-militar definidas em conjunto com a Secretaria Municipal de Segurança Pública. A proposta também mencionava a contratação de um núcleo civil, responsável pela gestão pedagógica e administrativa, e de um núcleo militar, formado obrigatoriamente por policiais militares ou guardas municipais, além de código de ética e conduta, comissão de monitoramento e consulta pública à comunidade escolar.
Em 22 de maio de 2025, foi apresentado o primeiro substitutivo geral (031.00106.2025). A nova versão deixou de tratar diretamente da criação do programa e passou a estabelecer diretrizes para ações de fomento aos valores cívicos e à disciplina escolar na rede municipal. O texto retirou a previsão expressa de contratação dos núcleos civil e militar, mas manteve a articulação entre educação e segurança pública e citou a possibilidade de colaboração de profissionais de segurança, a exemplo de integrantes da Guarda Municipal de Curitiba ou da Polícia Militar do Paraná, por meio de convênios ou instrumentos de cooperação.
O segundo substitutivo, que acabou aprovado, foi protocolado em 18 de maio de 2026. Ele reformulou a proposta e passou a falar em diretrizes para ações voltadas ao fortalecimento dos valores cívicos e da convivência ética e cidadã na Rede Pública Municipal de Ensino de Curitiba. Essa versão delimitou o público aos estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, manteve a previsão de articulação entre educação e segurança pública e admitiu a colaboração de profissionais de segurança pública, por convênios ou instrumentos de cooperação, para ações de disciplina e atividades de caráter cívico (031.00083.2026).
Na véspera da votação, em 15 de junho de 2026, foi protocolado um terceiro substitutivo (031.00099.2026). Esse texto mantinha, em linhas gerais, a estrutura do substitutivo de maio de 2026, mas alterava a ementa para mencionar expressamente a criação do Programa Municipal de Escolas Cívico-Militares. Durante a sessão, no entanto, os substitutivos 031.00106.2025 e 031.00099.2026 foram retirados, permanecendo em votação o 031.00083.2026. Com isso, o texto aprovado foi o que fala em ações de fomento aos valores cívicos e à convivência ética e cidadã, e não o substitutivo que retomava, na ementa, a criação do programa de escolas cívico-militares.
Como funcionariam as ações previstas no substitutivo
O substitutivo geral aprovado estabelece diretrizes para a implementação de ações voltadas ao fortalecimento dos valores cívicos e da convivência ética e cidadã na Rede Pública Municipal de Ensino. Entre os objetivos listados estão o fortalecimento da gestão pedagógica, administrativa e educacional, a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem, o respeito às normas de convivência, às instituições democráticas e ao bem comum, além da elevação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e da proficiência dos estudantes.
Pelo texto, a execução das ações, caso sejam implementadas, deverá assegurar articulação entre as áreas da educação e da segurança pública do Município, além de outras instituições e órgãos com experiência ou interesse em colaborar com os objetivos da lei. O substitutivo afirma que as ações deverão focar civismo, dedicação, excelência, honestidade e respeito, bem como o desenvolvimento de habilidades voltadas ao exercício consciente da cidadania e à boa convivência social (031.00083.2026).
Para alcançar esses objetivos, o substitutivo prevê o incentivo ao apoio à gestão pedagógica e administrativa das unidades escolares, preferencialmente com o quadro de pessoal já existente; à colaboração de profissionais de segurança pública, por meio de convênios ou instrumentos de cooperação, para promoção da disciplina e condução de atividades de caráter cívico; à revisão do regimento interno da unidade educacional; e à criação de mecanismos de acompanhamento e avaliação contínua da efetividade das ações.
A adesão das escolas ao modelo previsto no substitutivo dependerá de consulta pública obrigatória nas unidades de Ensino Fundamental, a ser realizada em até dois anos após a entrada em vigor da lei, com participação de pais, alunos, professores e funcionários. Além do resultado da consulta, deverão ser considerados os índices de vulnerabilidade social da comunidade escolar e os indicadores de desenvolvimento da educação básica, como o IDEB. Os procedimentos da consulta e os demais critérios de adesão ainda deverão ser regulamentados pelo Poder Executivo Municipal, com ampla divulgação.
O texto também prevê que a implementação poderá ser favorecida por convênios, contratos de repasse, termos de cooperação ou instrumentos semelhantes com órgãos públicos municipais, estaduais, federais, de outros municípios e com entidades privadas, respeitada a legislação aplicável. A execução ficará a cargo do Poder Executivo Municipal e será condicionada à sua decisão administrativa e à disponibilidade orçamentária e financeira. O substitutivo prevê entrada em vigor 180 dias após a publicação da lei, caso a proposta seja aprovada em segundo turno e sancionada.
Autores defendem consulta pública, civismo e segurança
Autores do projeto original e do substitutivo aprovado, Delegada Tathiana Guzella e Guilherme Kilter defenderam que o texto votado em plenário dependeria de decisão do Executivo. “Nós estamos falando de um projeto de lei que prevê diretrizes para implementação de ações voltadas ao fortalecimento dos valores cívicos e da convivência ética e cidadã no âmbito da rede pública municipal de Curitiba”, afirmou Tathiana. A vereadora citou a Guarda Mirim como referência de atuação já existente no Município: “Hoje são 15 guardas municipais que exercem um papel similar ao que traz esse projeto de lei: valores cívicos, hierarquia, respeito, disciplina, melhoria da convivência humana”.
Delegada Tathiana também rebateu críticas de que a proposta abriria caminho para substituir professores por profissionais de segurança. “Guardas e militares substituirão professores: outra mentira. O projeto valoriza o professor, jamais humilha o professor ou substitui o professor”, disse. Ao defender o mecanismo de adesão, ela afirmou que a comunidade escolar seria chamada a se manifestar. “A comunidade vai ser consultada, com pais, alunos, professores e demais funcionários. Vai ter votação, não vai ser imposto goela abaixo”, completou.
Kilter, que apresentou o substitutivo geral aprovado, disse que a proposta não impõe adesão às escolas. “Quem não quiser colocar o filho na cívico-militar, não coloca. Vão ser 11 escolas. Tem consulta pública obrigatória em dois anos. Aí vocês votam se querem ou não. E, se não quiserem, não vai ser implementado”, afirmou. Para o vereador, a proposta seria uma resposta a problemas de segurança, disciplina e convivência escolar. “A [escola] cívico-militar é uma resposta que deu certo”, declarou.
Coautores do projeto original, Bruno Secco e Eder Borges defenderam a proposta com base na experiência estadual e na liberdade de escolha das famílias. Secco afirmou que o modelo tem aprovação na rede estadual: “90% dos entrevistados, entre pais, alunos e professores, declararam estar satisfeitos com o aspecto da disciplina após a adesão da escola ao modelo cívico-militar”. Para ele, a proposta representa “mais segurança para os alunos, professores e servidores” e “mais valorização da autoridade do professor”. Já Eder Borges sustentou que a decisão caberia à comunidade escolar. “A questão das escolas cívico-militares, quem vai decidir isso não somos nós, vereadores, não é o prefeito, não é o governador. São os pais, porque são consultas públicas feitas nas escolas”, afirmou.
Vereadores declaram apoio ao mérito
Indiara Barbosa (Novo) também declarou voto favorável ao projeto. Ela afirmou não ter encontrado, no texto, previsão de pagamento adicional a militares e rebateu a ideia de que a proposta alcançaria toda a rede municipal. “Esse projeto se refere às escolas do Ensino Fundamental II, do 6º ao 9º ano, que são somente 11 escolas no Município, que afetaria, talvez, em torno de 3 mil crianças, e não 160 mil crianças, como foi falado”, disse. Para a vereadora, o texto “preserva a gestão civil da educação”, prevê “adesão voluntária das escolas”, consulta à comunidade escolar, avaliação de resultados e “não cria despesas obrigatórias”.
Após a votação, Jasson Goulart (Republicanos) justificou o voto favorável ao mérito da proposta, embora tenha dito que entendia que o texto poderia ter passado novamente pela Comissão de Constituição e Justiça. “Não posso deixar de ser incoerente com aquilo que eu falo e com os meus princípios. Por isso, votei sim”, afirmou. O vereador relatou ter consultado a diretora de uma escola cívico-militar estadual de 6º ao 9º ano: “Ela me disse que a evasão diminuiu, que melhorou o IDEB e que isso tem acontecido nas regiões mais vulneráveis da cidade”.
Mauro Bobato (PP) votou contra a apreciação imediata do substitutivo, mas declarou apoio ao mérito. “Meu voto foi não, para que voltasse às comissões, mas eu sou favorável ao mérito desse PL”, explicou. O vereador disse acreditar no modelo cívico-militar, mas criticou a forma como o debate foi conduzido. “Por mais que eu defenda e acredite na escola cívico-militar, o formato que é feito [sem reanálise do substitutivo pela CCJ] fica desconfortável de ambos os lados”, avaliou.
Críticas miram tramitação, constitucionalidade e efeito nas escolas
Vereadores contrários ao projeto criticaram tanto o conteúdo do substitutivo quanto a decisão de votá-lo na mesma sessão. Laís Leão (PDT) afirmou que o texto não havia sido suficientemente analisado antes de chegar ao plenário. “Hoje a gente tem um cenário em que este texto que está sendo proposto para votar não foi devidamente discutido com a sociedade e não foi devidamente discutido pelos próprios vereadores”, disse. Giorgia Prates (PT) também defendeu o retorno da proposta às comissões. “Não há nenhum prejuízo ao projeto que ele passe pelas comissões necessárias, assim como os projetos de todos os vereadores e vereadoras aqui presentes”, afirmou.
Camilla Gonda (PSB), líder da Oposição, cobrou diálogo com a comunidade escolar e questionou o apoio da base do prefeito à continuidade da votação. “Para que um projeto seja verdadeiramente falado e discutido nesta Casa, ele precisa ser discutido com a população, com os professores e professoras, com os sindicatos, com a comunidade escolar, com os pais e mães”, declarou. Para a vereadora, a proposta deveria voltar às comissões temáticas. “A nossa população está muito mais preocupada em saber se o filho dela vai ter professor em sala de aula”, completou, dizendo que há questões mais urgentes relacionados à Educação em Curitiba.
No mérito, Marcos Vieira (PDT) classificou a proposta como inversão de prioridades. “Esse projeto não vai resolver o problema da falta de professores, não vai melhorar a estrutura das escolas, não vai fazer com que todas aquelas mães que aguardam uma vaga tenham escola mais próxima de casa”, afirmou. Para ele, a segurança pública pode ter papel no entorno das unidades, mas não dentro da escola. “Talvez a segurança pública precise atuar na frente das escolas. Mas, dentro da escola, é lugar de professor, lugar de quem se preparou para formar cidadãos críticos”, disse.
Professor Euler (MDB) fez críticas técnicas ao texto aprovado. Ele questionou a previsão de fortalecimento da gestão pedagógica, administrativa e educacional com articulação entre educação e segurança pública. “Eu não consigo compreender como agentes das forças de segurança podem contribuir na gestão pedagógica e na gestão educacional. Gestão pedagógica e educacional é feita por pedagogos e professores”, afirmou. Euler também criticou a redação sobre indicadores educacionais, que não vê sendo impactados com a proposta. “O IDEB não mede qualidade de ensino. O IDEB mede o nível de aprendizado”, disse.
Professora Angela (PSOL) argumentou que a formação cidadã já está prevista na legislação educacional e que o debate não deveria ser reduzido à disciplina. “A LDB fala de cidadania. A LDB traz isso no seu corpo”, afirmou. Ela também questionou a leitura dos indicadores usados pelos defensores da proposta. “As notas do IDEB das escolas municipais de Curitiba estão acima das escolas estaduais do Paraná”, disse. Para a vereadora, o modelo cívico-militar também gera preocupação em relação à inclusão. “A neurodivergência muitas vezes é vista pelos monitores como indisciplina”, alertou.
Vanda de Assis (PT) defendeu que a prioridade da rede municipal deveria ser o acolhimento e o reforço das equipes pedagógicas e multiprofissionais. “O que falta na escola é acolhimento”, afirmou. Segundo ela, a resposta aos problemas escolares deveria passar pela contratação de profissionais especializados. “Nós precisamos de psicólogos e assistentes sociais contribuindo com o desenvolvimento do ensino-aprendizagem, porque ensino e aprendizagem têm relação direta com o bem-estar social e emocional dessas crianças e adolescentes”, disse.
Angelo Vanhoni (PT) criticou a ausência de uma discussão pública mais ampla antes da votação e associou a proposta a uma concepção militarizada de educação. “Eles querem uma educação militarizada, sem crítica, sem pensamento livre”, afirmou. Para o vereador, a pauta deveria ter sido submetida a debate mais prolongado com a cidade. “Fiquei profundamente desgostoso que o senhor [presidente da CMC] pautou esse projeto tão importante para a vida futura de Curitiba sem a devida discussão ampla, geral e irrestrita na nossa cidade”, declarou.
Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba CMC
Quem abriu a loja foi José Cziulikowski, um descendente de polonês que veio de São Paulo para o Paraná no começo dos anos 1960. Ele começou o negócio junto com o irmão e desde sempre a mercearia funciona no mesmo lugar, atendendo há mais tempo ao público do que outro clássico vizinho: a Livraria do Chaim, aberta em 1967.
Foi dentro da mercearia, inclusive, que Teresinha, uma descendente de italianos, conheceu José, com quem ficou casada por cerca de 40 anos, até ele falecer dezoito anos atrás, aos 75. “Eu conheci ele aqui mesmo. Morava na região, aqui no Centro, vim comprar cheiro verde e começamos a conversar… Depois, vieram os três filhos: o Edson, que é engenheiro; a Ednea, economista; e a Dani, instrumentadora cirúrgica”, relata ela, orgulhosa.
Clientes ilustres e muita história para contar
Até hoje, Teresinha é quem produz alguns dos pães, bolos e bolachas vendidos no local. Também atende ao público, repõe mercadorias, e tudo o mais que for necessário. Um exército de uma mulher só, que recepciona a todos que visitam a loja de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h30.
“Tive um empregado muito bom. Ficou nove anos comigo, aí ele casou e foi embora. Peguei outra, também casou e foi embora. Daí eu tô sozinha agora, faço o que posso. Mas preciso arrumar uma pessoa para me ajudar”, admite ela, que já teve nomes como Dalton Trevisan (que era vizinho da mercearia), Ivo Rodrigues (vocalista do Blindagem) e Jaime Lerner (arquiteto e ex-governador do Paraná) como clientes.
“O pessoal passa e pergunta ‘mas desde essa data?’ Eu sou teimosa, enquanto der a gente fica aí. Mas é bom, eu não sei, eu gosto daqui. Minha neta diz ‘a vó gosta de sofrer’, mas não é sofrimento. Converso muito aqui. Vem uma conversa, vem outra conversa…”, afirma ainda Teresinha. “O Greca era nosso freguês de queijo, para você ver quantas coisas que tinha quando estava com o meu marido, né? O Jaime Lerner, um dia queria jogar baralho aqui dentro com os fregueses. Muita gente passou aqui, é muita história pra contar.”
Bem Paraná
A substância é estudada pelo potencial de estimular a regeneração de nervos e tecidos lesionados da medula espinhal. O uso em Ana Beatriz foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Ana Beatriz está internada no Hospital do Trabalhador desde o último sábado (13), quando foi atingida por um galho de árvore enquanto passeava com a família em Curitiba. Ela deu entrada na unidade em estado gravíssimo, com risco iminente de morte.
Força tarefa
A aeronave do Governo do Estado decolou do Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, na tarde de terça-feira, seguindo para o Rio de Janeiro. Na sequência, a equipe embarcou para Foz do Iguaçu, de onde retornou à Capital paranaense no período da noite. A aeronave pousou no Aeroporto do Bacacheri por volta das 22 horas, permitindo que a aplicação fosse iniciada ainda dentro do prazo padrão ouro previsto pelo protocolo – de até 72 horas após o ocorrido. O procedimento foi conduzido pelo médico pesquisador Olavo Borges Franco, pelo neurocirurgião João Elias Sarraf e pelo coordenador do Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo) da Polilaminina, Mitter Mayer Borges.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, todo o esforço da equipe esteve concentrado, inicialmente, em preservar a vida da paciente para que, posteriormente, fosse possível avaliar sua elegibilidade ao tratamento. “Quando ela chegou ao Hospital do Trabalhador, apresentava um trauma raquimedular e um trauma torácico muito graves, com risco iminente de morte. A prioridade absoluta foi salvar sua vida. Após a estabilização do quadro clínico, as equipes identificaram a possibilidade de inclusão no protocolo e trabalharam para que toda a documentação fosse analisada dentro da janela terapêutica. Não medimos esforços para garantir essa oportunidade de tratamento”, afirmou.
O coordenador do Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo) da Polilaminina, Mitter Mayer Borges, destacou a rapidez da mobilização realizada no Paraná e ressaltou o protagonismo do Estado na utilização da terapia experimental. “Esse resultado só foi possível devido à gestão eficiente do Governo do Estado e da administração hospitalar, que compreenderam a urgência da janela terapêutica. Hoje, o Paraná é o estado brasileiro com o maior número de pacientes tratados com polilaminina”, disse.
REABILITAÇÃO – Com a aplicação concluída, Ana Beatriz permanecerá internada sob acompanhamento multiprofissional no Hospital do Trabalhador. Após a recuperação inicial e conforme a evolução clínica, a paciente poderá ser encaminhada para reabilitação intensiva no Hospital de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier (CHR), unidade integrante do Complexo Hospitalar do Trabalhador, onde dará continuidade ao tratamento com fisioterapia especializada.
Essa foi a 16ª aplicação da polilaminina realizada no Paraná. Os pacientes atendidos no Estado estão distribuídos entre os municípios de Cascavel (1), Curitiba (7), Londrina (1), Maringá (6) e Foz do Iguaçu (2). Ao todo, com a aplicação realizada em Ana Beatriz e em outro paciente internado no Hospital do Trabalhador que também aguardava pelo procedimento, o Brasil passa a contabilizar 87 pacientes tratados por meio da pesquisa.
A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. Ela é desenvolvida a partir da laminina, proteína que já existe no corpo humano e é encontrada em grande quantidade na placenta. O procedimento integra o Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo), autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto seguem os estudos clínicos para avaliação da segurança e da eficácia da substância.
Participaram da ação o médico pesquisador Olavo Borges Franco, o neurocirurgião João Elias Sarraf e o coordenador do programa de uso compassivo da polilaminina, Mitter Mayer Borges.
Mãe de Ana Beatriz comemorou tratamento
Ao compartilhar as imagens, a mãe de Ana Beatriz, Vanessa Stubinski, agradeceu aos profissionais envolvidos no tratamento da filha e às pessoas que têm acompanhado a recuperação da jovem. “Hoje meu coração transborda de gratidão. Em meio a um dos momentos mais difíceis das nossas vidas, Deus tem colocado pessoas extraordinárias em nosso caminho”, escreveu.
Ana Beatriz ficou sem os movimentos das pernas após ser atingida por um galho que se desprendeu de uma árvore na Praça Osório. O acidente provocou lesões graves no pulmão e na medula espinhal.
A nova unidade atenderá bebês de 0 a 2 anos afastados de suas famílias por medida de proteção determinada pela Justiça, em função da violação de direitos, entre eles negligência, violências e abusos. O espaço terá capacidade para acolher dez crianças e funcionará no modelo de casa-lar.
“Essa unidade representa um avanço importante na proteção de bebês que precisam de acolhimento. Em parceria com a Fundação Iniciativa, ampliamos a capacidade de atendimento da rede e garantimos um ambiente seguro, acolhedor e preparado para oferecer os cuidados necessários nos primeiros anos de vida”, disse o presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues.
Atenção especial
A coordenadora da Fundação Iniciativa, Danielle Dalavechia, destacou que o acolhimento na primeira infância exige cuidados e atenção especial às necessidades emocionais e afetivas dos bebês. “A Casa Florescer nasce com o objetivo de garantir que cada bebê acolhido encontre, desde o início da vida, um ambiente seguro, acolhedor e preparado para favorecer seu desenvolvimento integral”, explicou.
Mesmo sendo um espaço institucional, a unidade foi planejada para oferecer segurança afetiva, rotina de cuidados e estímulos adequados aos primeiros anos de vida. A estrutura conta com berçário, quartos organizados por faixa etária, sala de estimulação do desenvolvimento com abordagem montessoriana — filosofia de ensino baseada na autonomia, na liberdade com limites e no respeito ao ritmo natural da criança —, além de área externa para atividades sensoriais e banho de sol.
Ampliação da rede
De acordo com Renan, Curitiba busca fortalecer as ações voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes por meio de políticas públicas integradas para famílias em situação de vulnerabilidade.
“O município já possui uma rede consolidada de serviços voltados à primeira infância, mas a demanda crescente que identificamos em 2025 tornou necessária a ampliação da oferta de vagas especializadas para bebês”, explicou.
Com a inauguração da Casa Florescer, Curitiba passa a oferecer 90 vagas para acolhimento de crianças de 0 a 2 anos em quatro unidades conveniadas.
Atualmente, a Prefeitura mantém parceria com 14 organizações da sociedade civil que fazem parte da Rede e Instituições de Acolhimento de Curitiba e Região Metropolitana (RIA). Juntas elas oferecem 445 vagas de acolhimento institucional para crianças e adolescentes. Além disso, o município conta com oito unidades de execução direta, que somam outras 158 vagas.
Investimento
A implantação da Casa Florescer faz parte do projeto Iniciativa no Começo da Vida, financiado com recursos provenientes da destinação do Imposto de Renda ao Fundo Municipal para a Criança e o Adolescente (FMCA), em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH).
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Humano, Carlos Eduardo Pijak Júnior, a iniciativa demonstra a importância da participação da sociedade no financiamento de políticas públicas voltadas à infância.
“A destinação do Imposto de Renda ao FMCA transforma solidariedade em ações concretas de proteção à infância. A Casa Florescer é resultado dessa união entre poder público, sociedade civil e contribuintes, permitindo que projetos como esse ampliem o cuidado, a proteção e as oportunidades para as crianças desde os primeiros anos de vida”, afirmou.
A Fundação Iniciativa trabalha de forma articulada com o Poder Judiciário, Conselhos Tutelares e as redes de saúde, assistência social e educação para assegurar proteção integral e construir, para cada bebê acolhido, perspectivas de reintegração familiar ou encaminhamento para adoção.
Pelo termo de colaboração firmado com a FAS, a Fundação Iniciativa receberá R$ 5,5 mil mensais por vaga utilizada. O valor foi reajustado em 2025 pelo prefeito Eduardo Pimentel para fortalecer a qualidade dos serviços de acolhimento ofertados no município. PMC
O ofício encaminhado à CMC pela 174ª Zona Eleitoral informa que o reprocessamento foi realizado com a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário, o que resultou em alteração na lista de vereadores eleitos. O documento também comunica a expedição do diploma em favor de Toninho da Farmácia, eleito vereador pelo PSD, e autoriza a Câmara a dar andamento aos trâmites internos necessários para a posse do novo parlamentar. A data ainda não foi definida pela Mesa Diretora da CMC.
A primeira alteração na composição da Câmara de Curitiba decorrente do reprocessamento dos votos das eleições de 2024 ocorreu em maio, quando a Justiça Eleitoral anulou os votos do PRTB, após reconhecer fraude à cota de gênero na chapa do partido. Naquela recontagem, Toninho da Farmácia deixou o Legislativo, e Mauro Bobato tomou posse. Agora, com o novo cálculo, relacionado à anulação dos votos do PRD, Toaldo deixa a Câmara, e Toninho retorna ao Legislativo.
Segundo mandato de Toaldo é encerrado
Na tribuna, Sidnei Toaldo manifestou inconformidade com a decisão e lamentou seus efeitos sobre o mandato. O parlamentar disse que a perda da vaga também atinge os eleitores que o escolheram nas urnas. “Essa decisão alcança não apenas a minha pessoa, mas também os 6.659 eleitores que votaram na gente”, declarou. Ele também defendeu sua trajetória pública: “Meu nome está limpo. Eu saio pela porta da frente desta Casa Legislativa, porque foi por ela que eu entrei”.
Sidnei José Toaldo é natural de Curitiba e foi eleito vereador pela primeira vez em 2020, pelo Patriota, com 3.618 votos. Em 2024, foi reeleito pelo PRD, com 6.659 votos, para a 19ª Legislatura da CMC. Em abril de 2026, migrou para o Avante. Antes de se tornar vereador, atuou como assessor parlamentar na Câmara desde 1992.
No Legislativo, Toaldo exercia a função de corregedor da CMC, presidia a Comissão de Saúde e Bem-Estar Social e era vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Metropolitanos. Sua atuação parlamentar teve como principais bandeiras a saúde, o apoio a instituições esportivas, a educação e as demandas da Regional Santa Felicidade.
Toninho retorna
O retorno de Toninho da Farmácia ocorre menos de um mês depois de ele ter deixado a Câmara em razão de outro reprocessamento eleitoral, relacionado à anulação dos votos do PRTB. Natural de São Pedro do Ivaí (PR), ele é graduado em Gestão Pública e construiu sua trajetória política a partir da atuação comunitária na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O nome parlamentar vem de sua experiência de cerca de 30 anos no ramo de farmácias. Na Câmara, sua atuação foi marcada por demandas ligadas à Regional CIC, como obras de pavimentação e drenagem, assistência social e segurança pública. CMC
Em agosto, Curitiba será sede de uma competição aquática inédita no País. No dia 15 de agosto, a partir das 11h, o Espaço Vela e Vôo, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), irá ocorrer uma corrida de pranchas elétricas no Lago Passaúna.
O evento será realizado junto à 4ª Regata Festiva e tem como meta apresentar a organização da Electric Riders Brasil. A ideia é reunir pilotos, entusiastas e apoiadores dos esportes aquáticos elétricos no país, segundo Marcel Martinez, um dos organizadores da competição e entusiasta da modalidade.
“O evento marca também um passo importante para a organização dessa nova modalidade: as pranchas elétricas, equipamentos que permitem navegar e “surfar” mesmo sem ondas, sem vento, sem barco e sem rebocador”, explica.
Ele ressalta que a competição será um momento para conhecer de perto a modalidade, trocar experiências, reunir atletas e dar início à construção de uma comunidade voltada à prática segura, responsável e divertida dos esportes elétricos sobre a água.
Martinez afirma que a competição irá ocorrer dentro do Festival Mata Atlântica, um dos maiores em esportes de Aventura, Cinema e Arte do sul do Brasil. O festival ocorre nas cidades da região do Bioma da Mata Atlântica no Paraná, incluindo Litoral, Serra do Mar, Grande Curitiba e também em São Luiz do Purunã, representante dos nossos Campos Gerais.
Inscrição de atletas e cadastro de interessados
Atletas e pilotos que desejam participar da atividade com prancha elétrica pode se cadastrar para competir e integrar a associação.
As inscrições são para quem já possui equipamento, experiência ou interesse em participar da demonstração, bateria ou dinâmica esportiva durante o evento.
As vagas para participação como atleta podem ser limitadas e estarão sujeitas à organização, critérios de segurança e condições do local no dia do evento.
Informações do evento
Data: 15 de agosto
Horário: a partir das 11h
Local: Espaço Vela e Vôo — Araucária-PR
Evento integrado: 4ª Regata Festiva
Modalidade: pranchas elétricas (jetboard)
Informações: @electricridersbrasil
A operação, decorrente de investigações promovidas pelos dez núcleos do Gaeco no estado, ocorreu em integração com a Secretaria de Segurança do Paraná, com ampla atuação de todas as forças policiais (Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica), e teve a participação de cerca de 1000 policiais de 204 equipes. Parte das buscas (92) e dos mandados de prisão (176) foi cumprida em estabelecimentos prisionais, já que dizem respeito a investigados já encarcerados.
Paraná tem maioria dos alvos
No Paraná, onde se concentra a grande maioria das ordens judiciais, os mandados foram cumpridos em 34 municípios: Astorga, Arapoti, Candói, Cascavel, Cianorte, Cruzeiro do Oeste, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guarapuava, Irati, Jandaia do Sul, Laranjeiras do Sul, Loanda, Londrina, Manoel Ribas, Maringá, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paranavaí, Paranacity, Piraquara, Ponta Grossa, Porecatu, Prudentópolis, Roncador, Santo Antônio da Platina, São José dos Pinhais, Sarandi, Sengés, Telêmaco Borba, Umuarama e União da Vitória. Além disso, houve cumprimento de mandados em Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).
O objetivo da operação é responsabilizar o maior número de integrantes da facção criminosa, enfraquecendo sua atuação no estado, arrecadando provas e buscando elucidar outros crimes que estejam sendo praticados. Além disso, as prisões requeridas e decretadas têm o propósito de impedir que as atividades criminosas desses integrantes prossigam.
As investigações vêm sendo desenvolvidas desde o final do ano passado, em todas as regiões do Paraná, com medidas deferidas por órgãos do Poder Judiciário em diversas comarcas do estado.
Panóptico ‒ O nome da operação deriva da palavra “panóptico” (na etimologia grega, “aquilo onde tudo é visto”), que teve seu uso popularizado pelo sociólogo Michel Foucault na obra Vigiar e Punir, para conceituar o sentimento de controle constante a partir de uma estrutura arquitetônica da qual é possível observar de cima uma vasta área, trazendo a percepção de uma vigilância perpétua e onipresente.
GNCOC ‒ A operação se insere nas diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). O GNCOC congrega o Ministério Público brasileiro e foi criado em fevereiro de 2002, por iniciativa do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG), para combater o crime organizado que atinge todo o país. É formado pelos Gaecos de todo o país e trabalha de maneira integrada com as polícias (Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as receitas estadual e federal, entre outros órgãos. Bem Paraná
Graduada em Gestão Pública, Débora acumula experiência na administração pública, com passagens pelo Legislativo estadual e pela gestão municipal. Entre as funções desempenhadas ao longo da carreira, atuou na Secretaria de Meio Ambiente de Ponta Grossa.
A construção da pré-candidatura faz parte do movimento
de preparação das legendas para o pleito do próximo ano. A expectativa é que Débora concentre sua atuação política na região da Comcam, sem deixar de buscar espaço em outras regiões do Paraná.
Dentro do PL, o objetivo é ampliar a presença da sigla na bancada paranaense da Câmara Federal. A estratégia inclui a formação de uma nominata competitiva, reunindo nomes já conhecidos do eleitorado e novas lideranças com potencial de crescimento político.
Embora o período oficial de convenções ainda esteja distante, a movimentação nos bastidores já sinaliza o início das articulações para a disputa de 2026. Nesse cenário, o nome de Débora Carvalho passa a integrar a lista de pré-candidatos que buscam espaço na corrida por uma das cadeiras do Paraná na Câmara dos Deputados.
Os casos mais frequentes envolvem pedestres, cachorros guiados pelos tutores, ciclistas e até motoristas que ignoram bloqueios e cercas para atravessar áreas em obras. Também ocorrem atos de vandalismo que danificam cones, barreiras e a sinalização implantada para garantir a segurança da população.
Marcas de pegadas
São vários os casos onde o concreto ainda fresco recebe marcas de pegadas, pneus e outros danos antes de atingir a resistência necessária. Isso torna indispensável a demolição e a reconstrução dos trechos danificados.
As obras do Novo Inter 2 e do BRT Leste/Oeste utilizam, quase que na maioria, pavimentação em concreto nas ruas e calçadas. O método foi escolhido por oferecer maior durabilidade, menor necessidade de manutenção e benefícios ambientais ao longo de sua vida útil. No entanto, diferentemente do asfalto, o concreto exige um período de cura para alcançar a resistência prevista em projeto, etapa fundamental para garantir a qualidade e a longevidade da estrutura.
Retrabalho prolonga bloqueios
Quando áreas recém-concretadas são invadidas antes da liberação pelas equipes técnicas, os prejuízos vão além da necessidade de refazer o serviço. O retrabalho prolonga bloqueios e desvios, atrasa a entrega das melhorias para a população e aumenta o consumo de materiais e insumos, gerando impactos ambientais que poderiam ser evitados.
“Se uma calçada ou pista de concreto é danificada enquanto o concreto está fresco, mesmo que o problema esteja concentrado em uma pequena área, as vezes é necessário reconstruir uma grande extensão da superfície. Para evitar remendos e não comprometer a eficiência, a placa toda de concreto precisa ser reconstruída”, explica a engenheira da Secretaria Municipal de Obras Públicas, Natália Longen, fiscal da obra do Lote 2.3 do BRT Leste/Oeste. PMC
A operação imobiliária, justifica o Executivo, viabilizará o processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb) e, com isso, permitirá reconhecer oficialmente a posse das famílias que vivem no local. Laudo emitido pela Comissão de Avaliação de Imóveis (CAI), vinculada à Secretaria Municipal de Administração e Tecnologia da Informação (Smati), atribuiu à área o valor de R$ 167,5 mil (005.00004.2026).
Líder do Governo na Câmara de Curitiba, Serginho do Posto (PSD) abriu a discussão da mensagem do Executivo. “Esta área, hoje, já está consolidada. Já existem moradias, hoje, neste local”, reforçou. “O objetivo é utilizar o Reurb, esse decreto que foi assinado recentemente e que atende às metas da Curitiba Mais Humana e Urbana, dentro do Programa de Governo, no eixo Curitiba Inclusiva. Isso garante uma moradia digna, especialmente às famílias de baixa renda, promove o desenvolvimento urbano sustentável e reduz o déficit habitacional.”
Líder da Oposição, Camilla Gonda (PSB) fez o encaminhamento favorável à votação. “A gente está falando de reconhecimento das famílias que vivem lá”, afirmou. Indicando o déficit de 90 mil moradias em Curitiba, ela defendeu que “quando a gente fala sobre regularização, precisa falar de cidade real” e que o andamento do processo, na sequência, precisa ser fiscalizado.
“A luta da comunidade já vem de muito tempo, [...] a luta é da população, é da comunidade, é de quem enfrenta enchentes, porque ainda enfrenta”, disse Giorgia Prates - Mandata Preta (PT), que também levantou as pautas do racismo ambiental, da conclusão das obras de drenagem e da infraestrutura de lazer na região. “É um local muito próximo do Centro, as prefeituras demoraram muito tempo para olhar para a região. Agora a gente vê um Reurb, [...] a gente fala que é uma justiça social acontecendo.”
Ao abordar a questão habitacional, Vanda de Assis (PT) chamou atenção para o déficit de moradias em Curitiba e para a escassez de recursos voltados à regularização fundiária. “O Parolin é uma comunidade emblemática na questão da habitação, [...] agravada pelas enchentes”, citou. Mauro Bobato (PP) reforçou os relatos da comunidade local sobre as enchentes e levantou a possibilidade de implementar uma espécie de “bolsão” na região, próximo à Linha Verde, para ajudar na contenção das águas e também servir como área de lazer para a população.
“Neste momento de revisão de Plano Diretor, a gente também tem que começar a falar sobre o sonho de conseguir ter planos de bairro em Curitiba, oficialmente infraestruturados, e que possam ser executados diretamente com a LOA [Lei Orçamentária Anual]”, declarou, na sequência, Laís Leão (PDT). Para ela, o Parolin é um bom exemplo de onde ser adotado um projeto-piloto.
Indiara Barbosa (Novo) lembrou que a regularização é um tema recorrente de discussões na Câmara de Curitiba, entre Audiências Públicas e outras ações de seu mandato desde a legislatura passada. “O decreto [regulamentando o Reurb] saiu alguns meses atrás e a gente fica na expectativa que saiam logo as primeiras regularizações. Já tem uma lista das comunidades que estão com a documentação, que o processo está mais avançado.”
Junto à filha Emanuelle Viana, o ex-vereador e líder comunitário Edson do Parolin esteve em Plenário para acompanhar a votação do projeto de lei de regularização fundiária. A proposta retorna à pauta da Câmara Municipal, na próxima segunda (15), para a votação em segundo turno.
*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques
CMC
“Curitiba precisa ser ouvida na nova concessão da Malha Sul, que vai definir o futuro da ferrovia pelos próximos 30 anos. Somos favoráveis aos investimentos e à modernização da logística, mas não podemos aceitar a manutenção de um problema que afeta a cidade há décadas. O trem de carga corta Curitiba ao meio, prejudicando a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida da população”, postou o prefeito nas redes sociais. “Por isso, defendemos a retirada dos trilhos da área urbana e a construção de um contorno ferroviário. Curitiba merece uma solução definitiva”. Pimentel disse ainda que vai defender essa posição até o fim: “Porque quem mora aqui sabe o tamanho do transtorno que o trem causa todos os dias”.
Pimentel ainda afirmou que está aberto diálogo, mas que Curitiba não vai assistir de braços cruzados uma decisão que impactada diretamente a vida da população: “Por isso fui a Brasília diversas vezes e falei com clareza ao Ministério dos Transportes e à Agência dos Transportes Terrestres (ANTT): Curitiba precisa ser ouvida. Não faz sentido discutir o futuro da ferrovia sem discutir o futuro da cidade”.
“Curitiba não pode ser obrigada a conviver por mais 30 anos com um problema que a população enfrenta há décadas”, postou ele nas redes sociais. “O trem de carga corta a cidade ao meio, fecha passagens, atrasa a vida de quem trabalha, estuda e precisa se deslocar todos os dias. É um problema que afeta a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida dos curitibanos.”
Em nota encaminhada à imprensa, a ANTT informou que contorno ferroviário de Curitiba ainda pode entrar na nova concessão: “A ausência do Contorno Ferroviário de Curitiba entre os investimentos obrigatórios da proposta atual não significa que a intervenção esteja definitivamente afastada, mas sim que sua eventual implementação poderá ser discutida e avaliada em etapas posteriores, à luz das contribuições recebidas e dos mecanismos previstos na modelagem contratual.”
Audiências públicas sobre trens
Audiências Públicas também abrirão espaço para a discussão sobre a concessão. O prazo para envio de contribuições vai de 15 de junho a 10 de agosto de 2026.
As sessões presenciais ocorrem em quatro cidades, entre elas Curitiba, no dia 27 de julho. O local e horário ainda não foram definidos.
“A atuação integrada entre a ANTT, o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. ao longo da estruturação do projeto garante que o processo chegue à consulta pública com estudos técnicos, econômico-financeiros e socioambientais consolidados para os três corredores, o que contribui para maior segurança jurídica e previsibilidade na futura concessão”, diz nota da ANTT.
Capital paranaense tem 37 quilômetros de trilhos
Em Curitiba, há 37 quilômetros de trilhos que cortam os bairros das regiões Sul e Leste. São 45 passagens de nível instaladas para a circulação de pedestres e veículos, a maioria no Uberaba e no Cajuru.A ligação férrea da capital com o mar foi construída pelos Irmãos Rebouças há mais de 100 anos, no período imperial.
As linhas férreas são uma concessão do governo federal. A Região Metropolitana de Curitiba faz parte da Malha Sul e quem explora atualmente é a Rumo Logística.
Curitiba é a segunda capital brasileira com mais mortes em acidentes com trens
Curitiba é a segunda capital brasileira com mais mortes em acidentes com trem e outros veículos ferroviários, enquanto o Paraná é o terceiro estado com mais óbitos nesse tipo de ocorrência. É o que revela um levantamento do Bem Paraná, feito com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Bem Paraná
Poucos minutos depois, moradores da região e funcionários de empresas próximas perceberam fumaça e chamas na parte inferior do veículo.
Antes mesmo da chegada do Corpo de Bombeiros, diversas pessoas utilizaram extintores de incêndio para combater o fogo e evitar que as chamas se espalhassem. Quando as equipes de emergência chegaram ao local, o incêndio já estava controlado.
No momento da ocorrência, quatro passageiros estavam no ônibus. Todos conseguiram desembarcar em segurança e ninguém ficou ferido.
As chamas atingiram parte do sistema de baterias do ônibus, mas as causas do incêndio ainda não foram oficialmente confirmadas. O veículo passou por avaliação e a situação foi controlada sem maiores danos. Bem Paraná
Durante o pronunciamento na tribuna, o superintendente revelou que Curitiba se consolidou como a capital brasileira que mais recebe migrantes na atualidade. De acordo com o gestor, o fenômeno demográfico tem auxiliado no desenvolvimento econômico paranaense. “Nós temos mais de 25 mil vagas de emprego em aberto hoje no estado. Os migrantes têm sido amigos que, ombro a ombro, nos ajudam a garantir a viabilidade econômica do nosso desenvolvimento”, pontuou Gil Souza.
O superintendente, que atua na estrutura da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SEJU), também apresentou o balanço da Agência do Migrante, equipamento público pioneiro no país em funcionamento no centro da capital (rua Marechal Deodoro, 806). Em pouco mais de seis meses de funcionamento, o espaço saltou de uma média de 450 atendimentos diários para mais de 2.600 acolhimentos por dia. O projeto recebeu, inclusive, uma menção de boas práticas internacionais no Parlamento Italiano, informou o gestor estadual. Evento migração
O presidente da CMC, vereador Tico Kuzma (PSD), agradeceu a visita institucional e o compartilhamento das estatísticas, solicitando que a mensagem de apoio do Legislativo municipal fosse transmitida ao secretário estadual da Justiça e Cidadania, Luis Guilherme de Castro. A missão da superintendência abrange o suporte e a integração social, cultural e econômica de migrantes, refugiados, apátridas e retornados no Paraná, frisou o vereador.
Foco em planejamento urbano, governança e mercado de trabalho
Em seu apelo aos parlamentares e assessores técnicos da Casa, Gil Souza reforçou a necessidade de as cidades planejarem suas estruturas de acolhimento para evitar gargalos sociais futuros. “Quando falamos de acolhimento, estamos falando de dar aos migrantes uma oportunidade de ter uma regularização documental e acesso ao mercado de trabalho para que eles possam se emancipar, ou seja, caminhar com as próprias pernas”, defendeu.
Entre as atividades previstas estão oficinas temáticas simultâneas, com foco em diferentes áreas estratégicas. A oficina voltada à sociedade civil abordará o acolhimento, integração social, direitos humanos e fortalecimento das redes de apoio. Já o encontro com universidades e pesquisadores discutirá a produção de dados, pesquisas e o papel da academia na formulação de políticas públicas. A oficina destinada a gestores públicos promoverá o intercâmbio de experiências municipais e o debate sobre desafios da gestão migratória e integração de serviços.
A programação inclui, ainda, palestras sobre os desafios contemporâneos da governança migratória e mesas redondas que tratarão de temas como empregabilidade e inserção laboral, além de dados e indicadores migratórios, com participação do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra).
Serviço
Evento: 1º Simpósio Internacional de Migração do Paraná
Data: 11 de junho (das 8h30 às 12h) e 12 de junho (das 8h30 às 12h e das 13h às 16h30)
Local: Sede do Sistema Fiep – Avenida Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico, Curitiba
Inscrições gratuitas: Disponíveis no portal oficial de gestão pública do Governo do Estado (Plataforma EAD Paraná).
*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques
CMC
A Prefeitura de Curitiba, por meio do Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), vai implantar uma galeria celular que atravessará a Avenida Victor Ferreira do Amaral, com o objetivo de reduzir os riscos de alagamentos na região.
Agulhas serão implantadas na avenida
Para isso, nesta quarta, as equipes darão início à implantação das chamadas “agulhas”, estruturas provisórias que permitem o desvio do tráfego durante a realização dos serviços, possibilitando a escavação e preparação da base.
Após a conclusão das agulhas, uma nova fase da obra será iniciada. Nesse momento, haverá o bloqueio total de um dos sentidos da avenida para viabilizar a execução da galeria celular que passará sob a via.
As alterações de trânsito serão sinalizadas e a Prefeitura orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar pela região e, sempre que possível, utilizarem rotas alternativas.
A intervenção integra o conjunto de obras de drenagem executadas pelo município para aprimorar a infraestrutura urbana e aumentar a segurança da população durante períodos de chuva intensa. Bem Paraná
Com capacidade para 10 milhões de litros, 130 mil pessoas moradoras dos bairros Tatuquara, Umbará, Cidade Industrial, Sítio Cercado e Pinheirinho será atendidas pelo novo reservatório gigante. A técnica usada além de acelerar a construção assegura maior longevidade da estrutura e reduz o risco de perdas de água.
Com 54 metros de diâmetro e 4,4 metros de altura, a nova estrutura reforça, diretamente o abastecimento para 130 mil pessoas atendidas em 5 bairros de Curitiba, que já contam com outro reservatório, em concreto, que comporta até 15 milhões de litros e praticamente dobra a capacidade de reservação para a região que atende, de 15 milhões de litros para 25 milhões de litros.
Além do novo reservatório, a região Sul da cidade ganhou mais 24 km de novas redes de abastecimento, melhorando a qualidade da distribuição da água tratada. Essa nova estrutura amplia a flexibilidade do Sistema Integrado de Abastecimento de Curitiba (Saic), destinando água tratada para outras regiões da capital e da RMC, quando necessário.
A nova unidade custou R$ 15 milhões e deve garantir o abastecimento do futuro. O projeto todo de ampliação do Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba (Saic) custou R$ 40 milhões e o tornará mais flexível.
A obra possibilita a interligação do reservatório a outros três: Miringuava, Passaúna e Iguaçu. Com isso, amplia a capacidade do Saic em enviar água tratada de uma região para outra, quando necessário
O local também recebeu duas novas bombas na Estação Elevatória, além de 24 quilômetros de novas redes, melhorando o abastecimento na região (8,5% de novas tubulações, de 280 km para 304 km) e gerar 2 mil empregos diretos e indiretos.
Reservatório do Tatuquara é o maior da América Latina
*segundo estimativa da construtora responsável pela execução do projeto, a GEL Engenharia.
– DIMENSÕES: 54 metros de diâmetro e 4,4 metros de altura;
– 10 milhões de litros de água tratada– capacidade máxima de reservação (suficiente para abastecer 65 mil pessoas em um dia);
– Dupla camada: a camada externa é em aço inoxidável e cobertura em alumínio (maior resistência e durabilidade); a interna é em aço inoxidável (mais pureza da água tratada;
-113 caminhões de concreto para fazer a base, uma área de 2,3 mil m²;
– 187 L/s de vazão
VANTAGENS DA TECNOLOGIA USADA NO RESERVATÓRIO
– Obra mais veloz (12 meses) e entregue dentro do prazo;
– Zero desperdício: A junção de alta precisão das placas evita possíveis fissuras;
– Sustentabilidade: A obra gera menos resíduos, com material 100% reciclável;
– Alta resistência: o formato geométrico das placas confere resistência extra à pressão da água contra as paredes;
– Qualidade da água: menos limpezas: parede interna é inerte e lisa impede crostas;
– Durabilidade: a camada externa protege contra intempéries, poluição e umidade
VANTAGENS PARA O ABASTECIMENTO EM CTBA E RMC
– Interligado a outros três reservatórios (Miringuava, Passaúna e Iguaçu), amplia a capacidade do Saic em enviar água tratada de uma região para outra, se necessário;
Bem Paraná
O desvio pode ser feito pelas ruas Marechal Althayr Roszanniy, Santa Mônica, Ipiranga e Jovina de Oliveira Karan.
A Rua Jovina de Oliveira Karan terá mudanças para adequações viárias por causa das obras: o trecho entre as ruas Santa Mônica e Marechal Althayr Roszanniy ganha sentido duplo, e a Rua Jovina Karan torna-se também preferencial em relação a Marechal Althayr Roszanniy.
A Rua André Szalbot está entre as 17 ruas que serão requalificadas dentro do pacote de intervenções para a construção das trincheiras da Vila São Pedro, sobre a Linha Verde, para interligar os bairros Xaxim e Capão Raso, eliminando gargalos históricos de trânsito. A rua receberá melhorias ao longo de 173 metros, que incluem nova drenagem, reciclagem do asfalto, calçadas com acessibilidade, paisagismo, sinalização viária e iluminação.
PMC
A iniciativa impede que os locais cobrem por esses auxílios, podendo ser considerada prática abusiva. Caso a proposta seja descumprida, os estabelecimentos infratores serão multados em R$ 1 mil, com o valor subindo para R$ 5 mil em caso de reincidência do delito. O valor das multas será atualizado anualmente com base na inflação e destinado ao Fundo Municipal do Trabalho, unidade orçamentária vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (005.00189.2026).
Em sua justificativa, a vereadora afirma que normas trabalhistas já garantem esses direitos aos trabalhadores, mas que, por não terem um local fixo de trabalho, os entregadores de aplicativo não são beneficiados pela medida. “Garantir-lhes o acesso ao banheiro e à água potável durante a jornada de trabalho é, portanto, uma extensão necessária do princípio da dignidade da pessoa humana, bem como uma medida de saúde para o trabalhador”, alerta Vanda de Assis.
A parlamentar afirma que, diante da falta de opções e de acesso a infraestrutura adequada, muitos entregadores acabam postergando o uso de banheiros e enfrentam dificuldades para se hidratar de forma adequada. A vereadora explica algumas das consequências: “É notório que segurar a vontade de urinar por longos períodos pode acarretar sérios riscos à saúde, incluindo infecções do trato urinário e até danos renais quando isso se torna um hábito frequente”.
Restaurantes negam o uso do banheiro e copo de água, diz vereadora
Como parte de sua argumentação, Vanda de Assis afirma que há relatos de que restaurantes e outros estabelecimentos não estariam permitindo aos entregadores de aplicativo o uso do banheiro e o acesso à água. “Infelizmente, constatou-se que diversos restaurantes e bares voltaram a proibir entregadores de utilizarem seus sanitários enquanto aguardam ou retiram pedidos”, diz a parlamentar.
A vereadora ainda argumenta que tais direitos foram garantidos pela lei federal 14.297/2022, sancionada durante a emergência da Pandemia da covid-19 (que hoje não vale mais), quando os entregadores de aplicativo se tornaram agentes essenciais para o sustento de diversos comércios. Vanda de Assis defende que esses trabalhadores ainda são fundamentais para a economia urbana e precisam ser tratados com dignidade.
“Negar-lhes algo tão básico que já existe nos estabelecimentos e que não gera custo significativo revela-se uma atitude pautada unicamente na falta de empatia e respeito, afrontando a Resolução nº 64/292 da Organização das Nações Unidas, que reconhece o acesso à água potável e ao saneamento como direito humano fundamental”, adverte Vanda de Assis.
Segundo a parlamentar, a iniciativa também não geraria custos relevantes ao Poder Executivo, uma vez que as eventuais despesas relacionadas à fiscalização dos estabelecimentos já são utilizadas pela administração pública.
Protocolada no dia 29 de abril, se aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, a lei entra em vigor 90 dias após a data de sua publicação oficial.
Clique na imagem abaixo para entender como é a tramitação de um projeto de lei na CMC: CMC
O jornalista Carlos Moraes confirmou que será pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026 pelo Cidadania, partido federado ao PSDB. Com histórico de participação em disputas eleitorais no Paraná, Moraes afirma que retorna ao cenário político com uma plataforma baseada no diálogo, na redução da polarização e na defesa de serviços públicos considerados estratégicos para a população.
Durante entrevista, o pré-candidato afirmou que pretende fazer uma campanha focada em propostas práticas para problemas do cotidiano, afastando-se do debate ideológico que, segundo ele, domina a política brasileira há mais de uma década.
“Quero pautar minha campanha na paz. O ódio não constrói, só destrói. Precisamos de diálogo e de soluções pragmáticas para os problemas da população”, afirmou.
Entre as propostas apresentadas estão projetos para ampliar a cobertura de internet nas rodovias pedagiadas do Paraná, implantação de dispositivos de segurança viária em trechos considerados perigosos e a criação de uma rede de acolhimento imediato para pessoas em situação de rua.
Um dos temas mais delicados abordados por Moraes foi o aborto. Embora tenha declarado ser contrário à prática, afirmou que a criminalização não resolve o problema.
“Sou contra o aborto, mas também sou contra a criminalização. Não é prendendo mulheres que se salva vidas. É acolhendo, oferecendo assistência social, psicológica e apoio familiar”, resumiu.
Segundo ele, o Estado deveria investir em políticas públicas preventivas e em uma estrutura de acolhimento capaz de reduzir o número de abortos realizados no país.
As críticas mais contundentes, porém, foram direcionadas ao atual modelo de concessão de rodovias implantado no Paraná. Moraes classificou as novas tarifas de pedágio como excessivas e afirmou que os contratos repetem problemas históricos enfrentados pelos usuários.
“Foi repetida a roubalheira. Temos rodovias já prontas e duplicadas com tarifas elevadas apenas para manutenção. O povo paranaense não pode se calar diante disso”, declarou.
O pré-candidato também criticou o sistema de cobrança automática Free Flow, apontando dificuldades enfrentadas principalmente por produtores rurais e moradores de distritos que precisam se deslocar diariamente entre municípios.
Outro ponto central do discurso de Moraes é a oposição às privatizações promovidas pelo governo estadual. Ele defendeu abertamente a retomada do controle público da Copel e afirmou que a privatização da companhia trouxe prejuízos à população, especialmente aos pequenos produtores rurais.
“Transformaram a melhor companhia de energia do Brasil em motivo de reclamação. Energia elétrica é um serviço essencial e não pode ser tratada apenas como fonte de lucro”, afirmou.
Ao comentar os frequentes relatos de quedas e oscilações de energia no interior do Estado, Moraes disse que a situação tem causado prejuízos a produtores de leite, frango e pescado, principalmente em regiões do Oeste e Sudoeste do Paraná.
Na mesma linha, o jornalista se posicionou contra a possível privatização da Celepar. Para ele, a estatal desempenha papel estratégico na proteção de informações dos cidadãos.
“Os dados dos paranaenses não podem ser entregues ao mercado. Informação hoje é poder, e a Celepar tem uma função essencial para o Estado”, disse.
Moraes também aproveitou a entrevista para defender uma ampla reforma política. Entre as propostas está a desvinculação das eleições para o Legislativo das disputas para governador e presidente da República. Segundo ele, o modelo atual estimula acordos políticos e reduz a independência dos parlamentares.
O pré-candidato ainda fez críticas ao sistema de emendas parlamentares, especialmente às chamadas emendas Pix, defendendo mecanismos mais rigorosos de fiscalização e transparência sobre a aplicação dos recursos públicos.
Questionado sobre a sucessão do governador Ratinho Junior, evitou declarar apoio a qualquer pré-candidato ao Palácio Iguaçu, mas fez duras críticas à atual gestão estadual.
“O governo foi muito eficiente no marketing, mas isso não significa que tenha atendido quem mais precisa. Quando analisamos temas como Copel, Celepar e as tentativas de privatização de serviços públicos, vemos um Estado cada vez mais distante da sua função social”, afirmou.
A pré-candidatura marca o retorno de Carlos Moraes às disputas eleitorais. Em 2002, ele concorreu a deputado estadual pelo então PPS e ficou na primeira suplência com 18.160 votos. Em 2018 disputou uma vaga na Câmara Federal pelo PV e, em 2020, foi candidato à Prefeitura de Cascavel.
Agora, novamente pelo partido que sucedeu o antigo PPS, Moraes tenta transformar a experiência acumulada no jornalismo e na vida pública em uma candidatura competitiva para representar o Paraná na Câmara dos Deputados em 2026. Gazeta do Paraná
A proposta revoga a lei municipal 14.739/2015, que instituiu o Conselho Municipal de Políticas de Segurança de Curitiba. Segundo a justificativa apresentada pelo Executivo, a norma anterior não se encontra mais em consonância com a legislação federal, em especial a lei federal 13.675/2018, que disciplinou a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social. A iniciativa da lei de 2015 foi do vereador Tico Kuzma (PSD).
Conforme a redação (005.00547.2025), o Comsep Curitiba será um órgão consultivo e propositivo, vinculado ao Executivo municipal. Entre as atribuições, estão a proposição de diretrizes para políticas públicas de segurança, o acompanhamento do Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, a recomendação de ajustes em programas e ações, além da fiscalização do respeito aos direitos humanos na execução dos serviços. O conselho também deverá convocar Audiência Pública a cada dois anos, com o objetivo de prestar contas à população e receber sugestões.
De acordo com a proposição, o conselho será formado por representantes do Executivo municipal, dos Conselhos Comunitários de Segurança, de entidades de trabalhadores da área, de organizações da sociedade civil, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná, do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública. A presidência caberá ao titular da pasta municipal responsável pela política de segurança pública ou a servidor designado.
O mandato dos conselheiros será de dois anos, sem direito à recondução, exceto para representantes da administração pública. A participação será considerada de relevante interesse público, sem remuneração. A operacionalização dos trabalhos será regulamentada por decreto do Executivo, no prazo de 90 dias após a publicação.
Por que Curitiba precisa atualizar sua lei de segurança pública?
Na mensagem encaminhada à Câmara, o prefeito destacou que a atualização é necessária para alinhar Curitiba às diretrizes constitucionais e federais, especialmente após a edição da lei federal 13.675/2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e incluiu as guardas municipais e agentes de trânsito como integrantes do sistema nacional. Segundo o Executivo, esse alinhamento permitirá ao município produzir planos adequados de segurança pública e acessar recursos federais destinados à área.
Outro ponto ressaltado é que a legislação de 2015 já não encontra ressonância com a norma federal, inclusive na denominação do conselho, exigindo adequação para garantir consonância institucional. “No mérito, importante ressaltar que oportunizar a participação de entidades e órgãos correlatos no debate acerca de determinada política pública é medida que se mostra acertada e que produz resultados eficientes quando bem conduzida”, afirma o texto.
1º turno: Utilidade Pública Instituto Didier Rayon
Completa a pauta de terça, em primeiro turno, a Declaração de Utilidade Pública ao Instituto Didier Rayon (014.00067.2025). A entidade sem fins lucrativos foi fundada em 2023 e fica no bairro São Brás. Ela atende principalmente crianças e adolescentes de baixa renda, incluindo jovens acolhidos em abrigos e instituições de proteção, por meio de aulas esportivas, treinamentos, atividades de integração comunitária e acompanhamento educacional e profissional. A iniciativa é de Sidnei Toaldo (Avante).
Emitida pela Câmara de Curitiba, a Utilidade Pública serve como um atestado de bons antecedentes, facilitando a realização de convênios com o poder público. A concessão do título é regulamentada pela lei complementar municipal 117/2020, que coloca como condições a prestação de serviços de interesse da população, a sede na cidade, a documentação em dia e a apresentação de relatório de atividades. Se aprovadas, ambas as iniciativas estarão na Ordem do Dia de quarta-feira (10).
2º turno: quatro projetos estão na pauta
Se aprovados na véspera, ou seja, na segunda-feira (8), quatro iniciativas deverão ser analisadas em segundo turno. A primeira é a denominação de logradouro público de Dorival Piccoli, empresário do setor de transporte de passageiros falecido em setembro de 2019 (008.00024.2025), homenagem de Hernani (Republicanos). As outras três são Declarações de Utilidade Pública: à Associação Porminhasmamas (014.00080.2025), indicada por Jasson Goulart (Republicanos), Professor Euler (MDB) e do ex-vereador João da 5 Irmãos (MDB); à Cia Roda DeLara (014.00101.2025), de autoria dos mesmos autores; e à Associação de Capoeira Barracão (014.00069.2025), de Sidnei Toaldo.
As sessões plenárias são transmitidas ao vivo pelo canal da CMC no YouTube, a partir das 9h. O acesso ao Palácio Rio Branco é livre, para quem deseja acompanhar presencialmente as votações, devendo apenas ser observada a lotação fixada pelo Corpo de Bombeiros de 28 pessoas nas galerias e 90 no piso térreo.
*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques, CMC