Candidatos derrotados definem apoios para segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula
Ronaldo Caiado e Romeu Zema apoiam Flávio Bolsonaro; Augusto Cury e Renan Santos afirmam neutralidade

Quatro candidatos derrotados no primeiro turno começaram a se posicionar acerca do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ronaldo Caiado e Romeu Zema declararam apoio ao candidato do PL, enquanto Augusto Cury e Renan Santos anunciaram neutralidade, segundo apuração do Ric.com.br e reportagem publicada pela Banda B.
Declarações e articulações
De acordo com a reportagem, Caiado (PSD) e Zema (Novo) disseram que vão apoiar Flávio Bolsonaro. Caiado tem um encontro agendado com o candidato do PL em Goiânia na terça-feira (6) para formalizar a aliança; a participação do ex-governador em um eventual governo de Flávio não foi definida.
Romeu Zema publicou nas redes sociais que votará contra o PT e fará voto em Flávio Bolsonaro, sem detalhar, por ora, os passos políticos seguintes. A disposição pública de Zema foi descrita como o apoio mais enfático entre os ex-candidatos mencionados.
Neutralidade declarada
O terceiro colocado no primeiro turno, Augusto Cury (Avante), afirmou que não autorizou ninguém a declarar apoio em seu nome e preferiu manter silêncio sobre a disputa. Cury também manifestou a intenção de deixar a política partidária após a eleição, segundo a cobertura citada.
Renan Santos (Missão) também optou por não formalizar apoio e, em transmissão ao vivo, disse que Flávio Bolsonaro "já estaria eleito", convidando seus eleitores a tomar a própria decisão. Renan reafirmou críticas a ambos os candidatos e descartou envolvimento ativo na campanha do segundo turno.
Os quatro ex-candidatos citados somaram 7,58% dos votos no primeiro turno, segundo os dados informados na reportagem; no primeiro turno, Lula teve 45,16% e Flávio Bolsonaro 47,03%.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. As declarações e encontros noticiados mostram as primeiras movimentações dos derrotados na tentativa de influenciar eleitores na reta final da disputa.








