A Prefeitura de Curitiba faz um alerta à população sobre os prejuízos causados pelo vandalismo em obras de mobilidade urbana que estão em andamento na cidade. Em diferentes regiões, intervenções do Novo Inter 2 e do BRT Leste/Oeste, que acontecem para melhorar o transporte público e a infraestrutura dos bairros, têm registrado invasões e danos em calçadas e pavimentos recém-implantados, comprometendo o cronograma dos serviços por exigir reconstrução.
Os casos mais frequentes envolvem pedestres, cachorros guiados pelos tutores, ciclistas e até motoristas que ignoram bloqueios e cercas para atravessar áreas em obras. Também ocorrem atos de vandalismo que danificam cones, barreiras e a sinalização implantada para garantir a segurança da população.
Marcas de pegadas
São vários os casos onde o concreto ainda fresco recebe marcas de pegadas, pneus e outros danos antes de atingir a resistência necessária. Isso torna indispensável a demolição e a reconstrução dos trechos danificados.
As obras do Novo Inter 2 e do BRT Leste/Oeste utilizam, quase que na maioria, pavimentação em concreto nas ruas e calçadas. O método foi escolhido por oferecer maior durabilidade, menor necessidade de manutenção e benefícios ambientais ao longo de sua vida útil. No entanto, diferentemente do asfalto, o concreto exige um período de cura para alcançar a resistência prevista em projeto, etapa fundamental para garantir a qualidade e a longevidade da estrutura.
Retrabalho prolonga bloqueios
Quando áreas recém-concretadas são invadidas antes da liberação pelas equipes técnicas, os prejuízos vão além da necessidade de refazer o serviço. O retrabalho prolonga bloqueios e desvios, atrasa a entrega das melhorias para a população e aumenta o consumo de materiais e insumos, gerando impactos ambientais que poderiam ser evitados.
“Se uma calçada ou pista de concreto é danificada enquanto o concreto está fresco, mesmo que o problema esteja concentrado em uma pequena área, as vezes é necessário reconstruir uma grande extensão da superfície. Para evitar remendos e não comprometer a eficiência, a placa toda de concreto precisa ser reconstruída”, explica a engenheira da Secretaria Municipal de Obras Públicas, Natália Longen, fiscal da obra do Lote 2.3 do BRT Leste/Oeste. PMC
