Carta do Conselho de Direitos Humanos expressa preocupação com restrições e alcance de campanhas presidenciais nas plataformas da empresa.

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas divulgou uma carta manifestando preocupação com a atuação da Meta durante as eleições presidenciais brasileiras. O documento aponta que observadores internacionais identificaram um tratamento desigual na distribuição de conteúdos e no alcance das campanhas políticas nas plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp.
De acordo com a organização internacional, contas e publicações ligadas à campanha de Lula teriam sido prejudicadas por suspensões temporárias e redução de visibilidade. A carta ressalta que a perda de alcance afeta a participação no debate público e adverte que algoritmos e sistemas de moderação de conteúdo não devem atuar de maneira a desfavorecer candidatos específicos sem justificativas claras.
O documento também menciona a suspensão de perfis de apoiadores, jornalistas e criadores de conteúdo. Mensagens internas obtidas anteriormente indicaram discussões entre funcionários da empresa sobre limitações em contas associadas à campanha petista e recomendações algorítmicas voltadas ao senador Flávio Bolsonaro.
Em âmbito nacional, o Tribunal Superior Eleitoral determinou que a companhia aplique critérios equitativos nas publicações das campanhas envolvidas, estabelecendo prazos e multa diária em caso de descumprimento, além de proibir bloqueios automáticos por inteligência artificial sem revisão humana prévia.
Em nota oficial, a Meta declarou que suas plataformas promovem a liberdade de expressão sem favorecer posições políticas e que eventuais falhas decorrem de incidentes técnicos proporcionais à escala de seus serviços, reforçando o compromisso com a legislação eleitoral brasileira e a correção rápida de erros.