Tribunal diz que eventos meteorológicos e problemas de transmissão atrasaram totalização; presidente do TSE cita congestionamento no sistema nacional

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) informou que eventos meteorológicos que afetaram acessos viários contribuíram para a desaceleração da apuração dos votos no primeiro turno das eleições de 2026 no estado. Segundo o tribunal, essas dificuldades logísticas atrasaram a transmissão dos resultados de algumas regiões.
Monitoramento e contingência
O TRE-PR afirmou que havia um plano de contingência meteorológica elaborado em parceria com o Simepar e a Defesa Civil, com monitoramento de chuvas, raios e tempestades em 154 municípios sedes de fóruns eleitorais. Ainda de acordo com o tribunal, em locais onde houve necessidade foram adotadas medidas de contingência para preservação do processo de votação.
O tribunal também comunicou que 94 municípios registraram interrupções no fornecimento de energia elétrica em seções eleitorais durante o pleito, mas que a votação seguiu em funcionamento com o uso de baterias e geradores.
Outros fatores apontados pelo TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, disse que além de questões locais houve também motivos técnicos que afetaram a apuração em vários estados. Segundo ele, houve um congestionamento no sistema de dados da Corte, que causou atraso na divulgação dos números; quando o problema foi detectado, a equipe de tecnologia acionou um protocolo para garantir a segurança do sistema.
O TRE-PR afirmou que, apesar da atuação preventiva e das medidas adotadas durante o domingo (4), o ritmo da totalização no Paraná foi mais lento do que em pleitos anteriores e em relação a outros estados. A corte informou que a votação ocorreu de forma tranquila nos locais em que não houve problemas de infraestrutura.