Senador publicou texto após derrota nas eleições e provocou reações de integrantes do PL, governadores e líderes partidários.

A publicação de uma carta em que o senador Flávio Bolsonaro se declara líder do Brasil gerou repercussão entre aliados políticos, governadores e dirigentes partidários. O texto foi divulgado após a derrota nas eleições e uma viagem para os Estados Unidos, motivando diferentes posicionamentos dentro do campo da direita e de legendas aliadas.
Na primeira versão do documento, o parlamentar chegou a se intitular como o verdadeiro presidente eleito, mas posteriormente recuou e substituiu o termo por líder do Brasil. O episódio resultou em declarações públicas de figuras como o coordenador da campanha, Rogério Marinho, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que descartaram a tese de fraude eleitoral por falta de provas.
Marinho classificou a primeira redação da carta como um equívoco de confecção e atribuiu o teor do documento a um desabafo diante do sentimento de injustiça após o pleito. Por sua vez, Valdemar Costa Neto afirmou que o partido reconhece o resultado das urnas e que o texto não teve aprovação prévia da legenda.
Governadores e prefeitos aliados também se manifestaram sobre o cenário político. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu o respeito ao resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral, embora tenha pontuado que compreende a indignação de apoiadores. Na mesma linha, o prefeito Ricardo Nunes apontou que a prioridade deve ser a fiscalização da futura gestão federal pela oposição.
O líder religioso Silas Malafaia, que havia apoiado a ida do senador aos Estados Unidos, criticou duramente a iniciativa da publicação e o aconselhamento político recebido pelo grupo familiar. As reações evidenciam divergências na condução política da oposição após a definição do pleito nacional.