Julgamento de ex-policial federal por ataque em posto em Curitiba é remarcado para novembro

Sessão foi suspensa após suposta tentativa de suicídio do réu; juíza se declarou suspeita e se afastou do processo

Julgamento de ex-policial federal por ataque em posto em Curitiba é remarcado para novembro
Foto: reprodução / PCPR, Band News FM Curitiba

O júri do ex-policial federal acusado pelo ataque a um posto de combustíveis em Curitiba foi remarcado para novembro, segundo decisão judicial anunciada após a suspensão do julgamento ocorrida em setembro.

Suspensão e mudança na condução do processo

O julgamento, que teve início em 9 de setembro, foi interrompido no dia seguinte após uma suposta tentativa de suicídio do réu enquanto ele estava na carceragem do fórum. Em consequência, o Conselho de Sentença foi dissolvido e os jurados foram dispensados. A juíza Mychelle Pacheco determinou nova data para novembro, mas em seguida se declarou suspeita e se afastou do caso, abrindo espaço para que outro magistrado assuma a condução do júri.

Posicionamento da defesa e situação do atendimento médico

A defesa do acusado manifestou-se contrária à remarcação. Em nota, os advogados afirmaram que a Justiça ordenou atendimento ao réu no Complexo Médico Penal e a adoção de medidas para resguardar sua integridade física e mental. A defesa também alegou que há apenas um médico em atividade na unidade e informou que a aposentadoria compulsória desse profissional está prevista para novembro, o que foi descrito como um cenário preocupante.

Acusações e vítimas

O réu responde por um homicídio triplamente qualificado e sete tentativas de homicídio triplamente qualificadas, com qualificadoras indicadas como motivo fútil, perigo comum e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. O ataque, ocorrido em maio de 2022, resultou na morte do fotógrafo André Fritoli, que estava do lado de fora da loja e foi baleado na cabeça. Outras três pessoas dentro do estabelecimento foram atingidas e sobreviveram; uma delas perdeu a visão de um olho após ser baleada.

Imagens de câmeras de segurança, conforme relato das investigações, mostram o ex-policial discutindo com clientes, sacando uma arma e disparando pelo menos dez vezes no interior da loja de conveniência. O acusado foi preso em flagrante após o ataque.

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