Defesa diz que réu Massuia deveria ter sido vigiado durante sessão do júri

Julgamento foi suspenso após suposta tentativa de suicídio; novo júri será marcado e inquérito investiga o episódio

Defesa diz que réu Massuia deveria ter sido vigiado durante sessão do júri
Foto: Reprodução, Band News FM Curitiba

O julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva foi suspenso após uma suposta tentativa de suicídio do réu dentro de uma cela do Tribunal do Júri. A defesa afirmou que o acusado deveria ter sido supervisionado por um policial durante a sessão e pede apuração das circunstâncias.

Segundo o advogado de defesa Heitor Bender, Massuia estava na cela enquanto testemunhas de acusação prestavam depoimento e não havia um agente em frente à cela para acompanhar o réu. Bender negou que o episódio tenha sido encenado com a finalidade de prejudicar o andamento do julgamento.

Um inquérito foi aberto para investigar o ocorrido. O advogado da família da vítima, Elias Mattar Assad, declarou que espera a rápida remarcação do júri. A reportagem apurou que as provas já produzidas na sessão suspensa continuam válidas.

Ronaldo Massuia segue preso no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele é acusado da morte do fotógrafo André Muniz Fritoli e de outras sete tentativas de homicídio. Conforme a denúncia, os crimes foram qualificados por motivo fútil, por atentado contra a segurança pública e por dificultarem a defesa das vítimas.

As partes envolvidas agora aguardam a conclusão do inquérito para que uma nova data de júri seja marcada. Até lá, o processo penal e as medidas de custódia permanecem em curso, segundo as informações divulgadas.

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