Delegado diz que participação de terceira pessoa na morte de família em Curitiba está 'praticamente excluída'

Delegado diz que participação de terceira pessoa na morte de família em Curitiba está 'praticamente excluída'
Foto: Redes sociais, G1

Três pessoas — pai, mãe e filho — foram encontradas mortas a facadas em apartamento no Água Verde; Polícia Civil investiga dinâmica e motivação

A participação de uma pessoa externa no caso em que pai, mãe e filho foram encontrados mortos a facadas em um apartamento do bairro Água Verde, em Curitiba, foi descrita pelo delegado Ivo Viana como "praticamente excluída" após análise de imagens de câmeras de segurança, segundo a polícia.

Descoberta e primeiros levantamentos

Na tarde de terça-feira, os corpos de Claudia Hitomi Shimada Furuyama, do filho Rafael Furuyama e do marido Marcos Alberto Furuyama foram achados dentro do imóvel, no 9º andar do prédio. Moradores estranharam o sumiço da família e o latido contínuo do cachorro. Após tentativas de contato sem sucesso, o síndico contratou um chaveiro para entrar no apartamento e encontrou as vítimas. A Polícia Militar informou que o apartamento estava trancado e não havia sinais aparentes de arrombamento.

Os três apresentavam ferimentos por arma branca. A PM recolheu duas armas brancas com vestígios de sangue, uma faca e um canivete, que serão submetidos à perícia para identificação da origem do material biológico. O caso foi registrado inicialmente pela PM como possível duplo homicídio seguido de suicídio; a Polícia Civil conduz a investigação para esclarecer a dinâmica dos fatos.

Imagens, contatos e linha de investigação

Segundo o delegado Ivo Viana, as imagens das câmeras de segurança do prédio não indicaram a entrada de uma quarta pessoa no dia do crime, o que torna essa hipótese remota, embora a polícia não a descarte formalmente. O último contato identificado pela investigação ocorreu no fim da tarde de domingo, quando Claudia trocou mensagens com uma amiga e o filho Rafael foi à portaria buscar uma encomenda. As imagens não foram divulgadas.

A investigação também apura o contexto de penhora e arremate do imóvel onde a família vivia. De acordo com o delegado, o imóvel foi levado a leilão e arrematado no início de agosto, e Marcos foi intimado por um oficial de justiça para desocupar o imóvel. A polícia investiga se dificuldades financeiras ou a alienação do bem podem estar relacionadas ao crime. As autoridades mantêm o caso em apuração para definir responsabilidades e sequência dos fatos.

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