Mulheres denunciam racismo em abordagem de seguranças em loja do Condor em Curitiba


 Duas mulheres de Curitiba estão denunciando terem sido vítimas de uma abordagem discriminatória dentro de uma unidade da rede Condor no bairro Mercês, em Curitiba. O episódio ocorreu nesta quinta-feira (23 de julho) e veio à tona hoje, após a exposição do caso nas redes sociais. Um boletim de ocorrência já foi registrado junto à Polícia Civil do Paraná (PCPR), que agora investigará a denúncia de racismo.


Thays Matos Silva e Valéria Batista de Souza contam que sempre vão ao mercado, que fica perto da casa de Valéria. Ontem, no entanto, desde o momento em que entraram no estabelecimento começaram a ser seguidas por quatro seguranças, relatam.


“Desde que entramos no mercado e durante toda a nossa compra nós fomos seguidas por quatro seguranças. Eles estavam atrás da gente praticamente em todos os corredores e disseram que era procedimento do mercado”, disseram as duas em vídeo divulgado no Instagram. “Quando chegamos no caixa, ficamos encurraladas. Uma segurança feminina na frente e um segurança masculino atrás, não permitindo que a gente saísse ou passsasse as nossas compras. Fomos obrigadas a abrir nossas bolsas e mostrar todos os nossos pertences para provar que não estávamos roubando.”


Durante essa abordagem, as duas mulheres dizem ter sofrido uma revista corporal ali, na frente do mercado inteiro. Além disso, os seguranças ainda teriam começado a exigir nota fiscal de itens que estavam em suas bolsas e que sequer eram comercializados naquela loja do Condor.


Agora, as duas querem justiça. “Quando pessoas negras são tratadas como criminosas apenas pela cor de sua pele, isso não é procedimento de segurança. Isso é racismo, é crime”, dizem as duas, relatando ainda que receberam dezenas de mensagens de outras pessoas, de diferentes cidades, dizendo que já passaram pela mesma situação. “Queremos responsabilização, queremos as imagens das câmeras e que esse caso seja apurado com seriedade.” Bem Paraná

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