MÃO LEVE - Curitiba vem registrando uma média alarmante de cinco furtos de veículos por dia em 2025, segundo dados divulgados recentemente. A sequência de ocorrências tem gerado apreensão entre motoristas e moradores, que relatam sensação de insegurança especialmente em áreas residenciais e estacionamentos públicos.
Os números mostram que a cidade enfrenta um aumento nos casos de furto, situação que afeta não apenas veículos estacionados na rua, mas também unidades dentro de garagens e condomínios. Proprietários circulam pela cidade com mais atenção, muitos optando por sistemas de segurança adicionais, como bloqueadores e rastreadores.
Autoridades da segurança pública reconhecem a tendência e afirmam que reforços nas ações preventivas estão em curso. Equipes de policiamento ostensivo, especialmente nos horários considerados de maior risco, intensificam abordagens e rondas. Investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná também buscam identificar quadrilhas especializadas e recuperar veículos subtraídos.
Especialistas em segurança urbana destacam que o acesso facilitado a ferramentas de arrombamento e a ausência de vigilância em áreas específicas contribuem para o aumento dos furtos. Conforme levantamentos, grande parte dos casos ocorre em estacionamentos de comércio, ruas com menor iluminação pública e locais onde não há controle eletrônico de acesso.
Moradores entrevistados afirmam que a situação gerou mudanças de hábito: muitos agora evitam deixar carros na via pública durante a noite e procuram utilizar estacionamentos privados sempre que possível. Para além da preocupação com os prejuízos financeiros, há também o desgaste emocional de quem tem o veículo furtado ou danificado.
Com a continuidade desse cenário, cresce também a demanda por políticas públicas mais eficazes para a prevenção desses crimes, como iluminação urbana, vigilância por câmeras, maior presença policial e campanhas de conscientização. Enquanto isso, motoristas seguem atentos e em busca de formas de proteger seus automóveis diante desse problema que se tornou rotina em Curitiba.
