Estudos apontam aumento de internações e impactos na saúde pública associados à poluição gerada por queimadas.

A combinação de altas temperaturas, períodos de seca e o avanço do El Niño tem agravado a crise de incêndios no Brasil, elevando os riscos à saúde pública e pressionando os serviços de atendimento médico com o aumento de internações por problemas respiratórios e circulatórios.
De acordo com dados analisados por especialistas, a fumaça proveniente das queimadas transporta partículas finas de poluição que conseguem penetrar profundamente nos pulmões, atingindo os alvéolos e provocando inflamações nas vias aéreas. Além do agravamento de condições preexistentes, como asma e bronquite, a exposição prolongada à poluição atmosférica afeta a circulação sanguínea e eleva os riscos cardiovasculares.
Pesquisas científicas indicam que ondas de incêndios florestais estão associadas ao crescimento expressivo nas taxas de internação hospitalar. Entre os grupos mais vulneráveis estão as crianças, cujos pulmões ainda estão em desenvolvimento, e os idosos. Especialistas reforçam a necessidade de medidas preventivas, como a redução da exposição à fumaça e o fortalecimento de políticas públicas de fiscalização e combate a queimadas.