Associação Comercial do Paraná promove evento em Curitiba sobre assédio eleitoral

Palestra gratuita voltada a empresários discute limites no ambiente de trabalho às vésperas das eleições de 2026

Associação Comercial do Paraná promove evento em Curitiba sobre assédio eleitoral
Evento discute assédio eleitoral com empresários em Curitiba. Foto: TREFoto: TRE, Banda B

A Associação Comercial do Paraná (ACP) realiza em Curitiba uma palestra dirigida a empresários sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho, com objetivo de orientar sobre condutas permitidas e riscos jurídicos na fase pré-eleitoral. O encontro está marcado para esta sexta-feira, às 9h30, no Mini Auditório da ACP, Rua XV de Novembro, 621, 5º andar.

Palestra e participantes

O evento, promovido pelo Conselho de Relações Trabalhistas da ACP, será conduzido por duas especialistas: Ana Paula Pavelski, vice-presidente da Associação da Advocacia Trabalhista do Paraná (AATPR), e Emma Roberta Palú Bueno, especialista em direito civil e empresarial. A atividade é gratuita e aberta ao público; a participação requer inscrição prévia no site CiaTicket.

O que será debatido

Os organizadores dizem que o objetivo é destacar situações que podem configurar assédio eleitoral e orientar gestores a evitar práticas que limitem a liberdade de escolha do trabalhador. Entre os exemplos citados a serem discutidos estão pressão direta por voto, ameaças de demissão, alterações de escala que dificultem o comparecimento às urnas e cobranças ou orientações políticas em grupos restritos de mensagens.

O tema tem ganhado mais atenção com a elevação da polarização política. Em evento realizado pela OAB Paraná, representantes do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, do Tribunal Regional do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho participaram de debates sobre o assunto. Segundo dados apresentados pelo Ministério Público do Trabalho em debates recentes, as denúncias de assédio eleitoral no país aumentaram de 219 em 2018 para 3.465 em 2022, e o Paraná figurou entre os estados com maior número de registros naquele ano.

Organizadores afirmam que a iniciativa busca reduzir litígios e orientar práticas empresariais que preservem a liberdade de voto de empregados, além de prevenir sanções trabalhistas e eleitorais.

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