
Polícia Civil apreendeu cerca de 10 mil garrafas com sinais de adulteração em depósitos e comércios; investigação contou com apoio de órgãos sanitários e do MAPA
Três empresários foram presos em Campo Largo suspeitos de integrar um esquema de falsificação e adulteração de bebidas alcoólicas; cerca de 10 mil garrafas sem procedência legal e com indícios de adulteração foram apreendidas em depósitos e estabelecimentos comerciais, segundo a Polícia Civil do Paraná.
Operação e apreensões
A ação foi realizada em Campo Largo e, conforme divulgado pela Polícia Civil, a maior parte das garrafas apreendidas era de vinhos de marcas diversas. Também foram localizados lotes de cachaça, grapa e outros destilados que teriam sido destinados à venda. As embalagens apresentavam sinais de irregularidade em rótulos, lacres e no próprio conteúdo, segundo o delegado Nasser Salmen.
Investigações e pericias
A investigação foi conduzida pela Polícia Civil com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária, do Procon de Campo Largo e da Vigilância Sanitária municipal. A Polícia Científica do Paraná periciou bebidas apreendidas em uma primeira fase da operação, ocorrida em maio, quando foram retiradas de circulação mais de 8,4 mil garrafas e diversas cervejas em um centro de distribuição no bairro Xaxim, em Curitiba. O laudo daquela etapa apontou adulteração, incluindo troca de tampas e substituição de rótulos por marcas de maior valor, além da presença de substâncias inadequadas para consumo.
Próximos passos
Os produtos recolhidos em Campo Largo foram catalogados e encaminhados para perícia; a Polícia Civil informou que, após conclusão dos laudos, as bebidas serão destruídas conforme protocolos sanitários e ambientais. Os três empresários foram encaminhados ao sistema penitenciário e as apurações seguem para identificar outras pessoas envolvidas no esquema. A corporação solicitou que a população colabore com informações por meio dos canais oficiais de denúncia.