Arquidiocese defende não cassação do mandato de Renato Freitas


 A Arquidiocese de Curitiba solicitou em documento entregue nesta segunda-feira (28), a Câmara Municipal de Curitiba, que o vereador Renato Freitas não seja cassado pela invasão da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.


Renato Freitas começou a ser julgado nesta segunda dentro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Curitiba e entre outras sanções pode ter o mandato cassado.


" A Arquidiocese se manifesta em favor de medida disciplinadora proporcional ao incidente. Ademais, sugere que se evitem motivações politizadas e, inclusive, não se adote a punição máxima contida no Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba", solicitou o órgão.


O presidente do Conselho de Ética da Câmara, Dalton Borba (PDT), acatou a solicitação da Arquidiocese e afirmou que os vereadores irão analisar o pedido.


"A movimentação contra o racismo é legitima, fundamenta-se no Evangelho e sempre encontrará o respaldo da Igreja. Todavia, não se pode negar que os fatos ocorridos apresentaram certos excessos, como o desrespeito pelo lugar sagrado. O Vereador procurou as autoridades religiosas, reconheceu o seu erro e pediu desculpas”, finalizou a Arquidiocese.


Renato Freitas foi denunciado pelos colegas de Câmara Eder Borges (PSD), Pier Petruzziello (PTB), Pastor Marciano Alves (Republicanos) e Osias Moraes (Republicanos) por crimes como quebra de decoro parlamentar.


Nesta segunda-feira foram ouvidas testemunhas de defesa do vereador acusado, sendo que 30 pessoas devem prestar depoimento na Câmara em favor de Renato Freitas até o dia 11 de abril.


A defesa do parlamentar nega que o mesmo tenha interrompido a missa do dia 5 de fevereiro na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e que tenha liderado a manifestação em protesto pela morte do congolês Moïse Kabagambe no Rio de Janeiro (RJ).

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