Uma universidade onde desaprender vem primeiro
Quando Rafik Gindy terminou o ensino médio, ele sabia que queria ser engenheiro. Por isso se matriculou na Universidade Americana do Cairo e se preparou para mergulhar em aulas de matemática e ciência. Mas a universidade tinha uma ideia diferente.
Gindy sabia o que queria ser, mas não sabia muito bem quem era. E era sobre isso que a universidade queria que ele pensasse a respeito, em uma aula chamada "Expedição Humana: Explorando as Grandes Perguntas".
"Achava que identidade era apenas o seu nome, sua cultura, mas agora sei que é algo realmente complexo", disse Gindy, um calouro que primeiro se surpreendeu com o desafio.
Quem sou eu? O que significa ser humano? Essas são as perguntas feitas aos jovens universitários dessa instituição de 90 anos no que o reitor, David D. Arnold, chama de "desorientação" do primeiro ano. |